24horas-capa1-thumbPor Gutierres Siqueira

Os produtores da famosa série 24 Horas inovaram. Antes da sétima temporada lançaram um filme para a TV intitulado em português como 24 Horas: A Redenção. O longa-metragem serve, portanto, como uma introdução da nova temporada. Então, para quem está assistindo a temporada atual, é imprescindível que antes veja o filme.

24 Horas: A Redenção foi criado diretor Jon Cassar para que o público não se desacostumasse com as histórias de Bauer, já que esse novo ano veio com atrasos por causa da grave dos roteiristas. O filme acontece em tempo real em meio a muita ação entre 15 às 17 horas.

Em Sagala, um país fictício do continente africano, Jack Bauer (Kiefer Sutherland) refugia-se em uma pequena comunidade de crianças órfãs que são cuidadas pelo missionário estadunidense Carl Benton (Robert Carlyle). Bauer busca sua redenção após as suas conturbadas relações amorosas e familiares, além da fuga de acusações de tortura e desobediência presidencial.

Mesmo escondido nesse acampamento missionário, Bauer é intimado pelo oficial da embaixada norte-americana em Sangala, Frank Tramell (Gil Bellows) para comparecer aos Estados Unidos e responder as acusações. Bauer nega-se a voltar aos Estados Unidos e prefere fugir para outro lugar.

No mesmo momento acontece nos Estados Unidos a posse da presidente Allison Taylor (Cherry Jones). Algumas horas antes da cerimônia oficial Allison Taylor é informada pelo ainda presidente Noah Daniels (Powers Boothe) que não fará uma intervenção militar em Sangala, apesar do apelo do primeiro-ministro sangalês Ule Matobo (Isaach De Bankole), que está preocupado com o iminente golpe de estado promovido pelo general sanguinário Benjamim Juma (Tony Todd).

Roger Taylor (Eric Lively) filho da presidente possui um amigo problemático, chamado Chris Whitley (Kris Lemche), que começa a desvendar um esquema fraudulento envolvendo nomes poderosos da cúpula militar privada dos Estados Unidos, como Jonas Hodges (Jon Voight), um poderoso empresário da companhia militar privada Starkwood.

Hodges promove um total apóio tático para que o General Benjamin Juma efetue um golpe militar em Sangala. Juma utiliza crianças com parte do seu exército e os seus militares invadem a propriedade do missionário Benton para capturar as crianças daquele local. Porém, lá ainda estava Jack Bauer que ajuda essas crianças a caminharem até a embaixada norte-americana.

“Contra o imperialismo americano”

Os militantes do general Juma convencem as crianças que elas estarão lutando contra as “baratas” dos imperialistas americanos para a real libertação de Sangala. Essa abordagem mostra uma realidade de muitos ditadores em países pobres, que exploram suas populações usando a justificativa de combater um império (ou inimigo externo). Essa abordagem lembra certamente o presidente do Zimbábue, o ditador Robert Mugabe e outros líderes que se apóiam numa ideia maniqueísta para justificar suas atrocidades.

Assim como no filme Diamante de Sangue, A Redenção explora o sério problema humanístico do uso de crianças como soldados dessas guerras civis. Algumas instituições de direitos humanos denunciam a existência de 300 mil de crianças-soldados, principalmente no continente africano e na faixa de Gaza, que são normalmente exploradas por ditadores ou grupos terroristas, como o Hamas. Mas próximo da realidade brasileira, documentários como Falcão-Meninos do Tráfico expõem a cruel demanda do tráfico por crianças e adolescentes nos morros cariocas.

Sétima temporada em Washington, D. C.

O cenário já não é mais Los Angeles, mas sim a capital federal Washington. Jack Bauer está de volta, agora no senado americano sendo julgado pelas acusações de tortura. A CTU (Counter Terrorist Unit, ou Unidade Contra-Terrorismo) já não existe. Apesar de tudo diferente, os Estados Unidos continuam debaixo de uma ameaça terrorista. Porém, a ameaça é interna, do ressuscitado ex-agente da CTU, Tony Almeida (Carlos Bernard).

Também, na sétima temporada o braço direito de Bauer não é Chloe O’Brian (Mary Lynn Rajskub) ou Bill Buchanan (James Morrison), mas sim a agente federal Renne Walker (Annie Wersching). Walker sofrerá bastante com conflitos profissionais ao acompanhar Bauer em sua jornada contra o terrorismo iminente e a problemática da tortura.

Agora, quem cuida dessas ameaças é o FBI, que contará com Bauer para ajudar na captura dos terroristas. Nessa nova fase o terrorismo passa tanto pelas mãos de Tony Almeida, como do general Benjamim Juma e o seu companheiro general Iké Dubaku (Hakeem Kae-Kazim). Além dos terroristas africanos, todo o apóio parte de agentes corruptos do governo americano, do FBI e das empresas militares privadas, entre eles o poderoso Jonas Hodges.

O dilema da tortura

As torturas, como em todas as temporadas causam um mal estar na vida de Jack Bauer e nos seus relacionamentos profissionais, mas nesse sétimo dia, Bauer continua torturando, com suas alegações dos fins justificando os meios. Ao contrário da leniente CTU, Bauer encontra forte oposição do FBI quanto à tortura, especialmente do agente especial Larry Moss (Jeffrey Nordling). No decorrer da temporada, Bauer vai “convencendo” que essas “técnicas” são métodos eficazes para aqueles que o acompanham, especialmente Renne Walker. A grande pergunta é se Bauer fará escola no FBI?

O Bauer da era George W. Bush é o mesmo Bauer da era Barack Obama. Quem acha que a série seria captada pelo “politicamente correto” já se decepcionou nos primeiros episódios. O instinto desse ex-agente da CTU está na captura e destruição de qualquer terrorista. Aliás, somente alguém baseado em uma visão irrealista de política internacional, achará que as necessidades belicistas dos EUA mudarão simplesmente pela boa vontade do novo presidente. Acima dos sonhos encarnados no Obama, há o pragmatismo desse líder mediante dos desafios enfrentados no planeta.

Tortura serve para alguma coisa?

Jamais uma resposta afirmativa será dada para tal pergunta. Agora, algumas questões podem ser levantadas para esse debate. Segundo relatórios da CIA o terrorista da Al-Quaeda, Khalid Shaikh Mohammed, capturado pelo exército americano no início de 2008, sabia de planos para um novo ataque ao território dos EUA. Khalid sofre na base de Guantánamo a técnica de tortura chamada de waterboarding (simulação de afogamento) por 183 vezes, e revelou informações suficientes para o desmonte de uma célula da Jemmah Islamiyah, com 17 membros. Certamente essa confissão sob tortura salvou milhares de americanos. Mas é ético? Os fins justificam os meios?

Bauer lida com isso. Os idealizadores da lei criaram tais preceitos para o bem da sociedade, e a lei está acima de um ônibus com quinze passageiros na mão de terroristas. Bauer encara que a tortura é um erro que chama outro, mas uma vez efetuado pode salvas vidas.

O produtor da série 24 Horas, Joel Surnow, em entrevista para a jornalista Jane Mayer da revista The New Yorker, declarou: “Recentemente, estiveram aqui vários especialistas em tortura, e eles falaram ‘Vocês não têm idéia do número de pessoas que é influenciado por isso. Tomem cuidado’. Eles dizem que a tortura não funciona. Mas eu não acredito. Não acho que seja honesto dizer que, se uma pessoa amada estivesse presa, e você tivesse cinco minutos para salvá-la, você não usaria tortura. O que você faria? Se alguém tivesse raptado uma das minhas filhas, ou a minha mulher, eu iria querer ter a oportunidade. Não existe nada – nada – que eu não fosse capaz de fazer”.

Bauer lida com isso. Os idealizadores da lei criaram tais preceitos para o bem da sociedade, e a lei está acima de um ônibus com quinze passageiros na mão de terroristas. Bauer compreende que a tortura é um erro que chama outros erros.

OBS: Esse artigo foi publicado originalmente  na Revista IKONE, uma publicação acadêmica para as aulas do 5° semestre de jornalismo.

Fonte: Blog Opus Homo


O filme Presságio (Knowing), com Nicholas Cage e Rose Byrne, lançado neste mes de abril de 2009, é intenso, interessante e intrigante. A história revolve em torno da vida de um professor de astrofísica do Massachusetts Institute of Techonoloy (MIT), John Koestler (Nicholas Cage) filho de pastor protestante (possivelmente pentecostal). Provavelmente, em função do seu treinamento na área de ciências, Koestler possui uma visão cética, na qual não enxerga propósito e ordem, mas sim aleatoriedade e um desenvolvimento da vida e da natureza em função do acaso. Uma tragédia, a perda da esposa em um acidente, o faz recrudescer nessas convicções, inclusive no afastamento de quaisquer relacionamentos com o seu pai. Koestler toma conta do seu filho, Caleb (Chandler Canterbury) uma brilhante criança de uns 10 anos, sozinho. Um acontecimento vai mudar a sua compreensão da vida e seus relacionamentos: um papel colocado em uma “cápsula do tempo”, por uma garotinha, há 50 anos, contendo indicações de tragédias iminentes. O enredo leva John Koestler a interagir com essas tragédias, algumas ainda no futuro, já tentando impedi-las.

Presságio não é um filme evangélico, classificando-se mais como uma história de suspense e até de algum, bem arquitetado, terror. Sua história, bem desenvolvida e com hábil direção, prende a atenção do início ao fim do filme. Os efeitos especiais são de tirar o fôlego, demonstrando como a tecnologia nessa área, vai sempre superando as últimas apresentações, mesmo quando aparenta que tudo o que podia ser aperfeiçoado já foi conseguido. A história do filme, entretanto, se descortina em cima de temas evangélicos e se presta a uma boa discussão de grupo. Os seguintes pontos podem refletir temas cristãos e fornecer a oportunidade de apresentá-los corretamente, como a Bíblia os revela:

1. Há propósito no universo? Koestler possui uma visão nihilista da vida. Para ele as coisas acontecem sem qualquer relação de causa e efeito, randomicamente. Não há propósito maior no universo. Não há causa inicial e não há destino final. Isso ele ensina tanto ao seu filho (apesar de deixar a opção, politicamente correta, mas mal acomodada: “se você quiser acreditar, acredite”), como à sua classe de universitários sedentos. O interessante é que ele próprio, apresentando o ponto de vista do projeto inteligente, indica as evidências cósmicas para tal. Pegando modelos de madeiras dos componentes do sistema solar, diz algo assim: “o que terá colocado esse pequeno planeta azul exatamente na distância correta do Sol, de tal forma que a vida é possibilitada, nele, com a temperatura e condições exatas”? No entanto, descartando a própria evidência que apresenta (e que tem como resposta a existência de um Criador), ele declara acreditar na aleatoriedade e pura chance desse posicionamento da terra, e ausência de propósito não só para o universo, mas para as vidas que o habitam. Reflete, dessa maneira, os milhares de cientistas, cuja profissão e atividades só se fazem possíveis, pela sistematização, ordem e propósito do universo, mas que descartam a existência do Deus Criador Inteligente, como origem de tudo e de todos, e como Aquele que dá sentido e propósito à vida.

2. Profecias provam que há algo mais por trás do que se enxerga. John Koestler irá mudar de idéia, e modificará sua cosmovisão, admitindo que existe muito mais do que a sua percepção finita e imperfeita da vida e das circunstâncias o fizeram concluir, até então. Não, isso não se dá por uma conversão, no sentido cristão, nem por leitura da Bíblia, mas pelo contato que tem com as profecias que se constituem no tema do filme (não vamos contar toda a história, para não estragar o suspense dos que ainda não conhecem a história). No entanto, nós cristãos cremos exatamente que as profecias Bíblicas – tanto as que já se cumpriram, como as que ainda estão por si cumprir, emanam do Deus todo poderoso. Elas revelam que ele está em controle.

Na teologia reformada aprendemos que o conhecimento prévio não se constitui na base do plano de Deus (capítulo III, seções 1 e 2, da Confissão de Fé de Westminster), mas exatamente porque ele planejou tudo, na eternidade, com perfeição, ele conhece o que acontecerá, e assim revela (Is 14.24 e 46.9-10), quando lhe apraz. As profecias são grande evidência de que existe muito mais, por trás do que os nossos sentidos apreendem. É verdade, também, que somos alertados a não dar crédito a falsas profecias, e, no caso do filme, temos uma história inventada, que recorre a profecias “auxiliares e extemporâneas”. Como cristãos, crentes nas Escrituras, devemos ter a percepção e convicção que a Bíblia traz tudo que é necessário ao nosso conhecimento religioso e de projeção de vida, tanto no que diz respeito ao passado, como quanto às que ainda haverão de vir. Em vez de ansiedade e preocupação, somos alertados a estar sempre preparados para o nosso encontro com Deus.

3. O fim vem! Durante a maior parte do filme a preocupação maior é em decifrar as indicações das tragédias passadas, bem como as que ainda estão por vir, mas vai ficando claro que o problema à frente é bem maior! Estamos lidando com a destruição da vida na terra – e essa virá em grande paralelo ao que a Bíblia declara: com os elementos ardendo (2 Pe 3.10-12). O filme leva o enredo a uma situação de grande tensão, quando o fim é projetado por circunstâncias cósmicas (que deixaremos de detalhar). Há um período de desagregação social, onde a frágil matiz de justiça da sociedade se desvanece, e, logo a seguir, vem o fim. Prepare-se para uma das mais perfeitas seqüências de efeitos especiais. Elas nos dão um vislumbre de como poderá ser, realmente, o final dos tempos. Ainda que nunca venhamos conseguir a ter a percepção completa do horror daquele momento, é uma boa ocasião para discutir a iminência do julgamento divino e a certeza das profecias escatológicas. Talvez até essa parte possa ser projetada em um grupo de estudo, ou classe de Escola Dominical, para inicio de um debate escatológico.

Além desses três, vários outros temas evangélicos permeiam a história. Outros pontos de contato podem ser os anjos (ruins ou bons?), que aparecem na história e, eventualmente, interagem com os demais personagens; o pai do John Koestler, pastor, com o seu sermão anual centralizado no tema “não desprezeis profecias” (1 Ts 5.20); o reatamento das relações entre pai e filho; as referências às profecias de Ezequiel; uma magistral reconstrução, por efeitos especiais, das rodas concêntricas dos “seres viventes” (Ez 1.15-21 e 10.6-17); e a idéia e visão de “novos céus e de uma nova Terra”. Todos esses, podem resultar em proveitosas discussões, sempre convergindo a atenção e exame sobre o que a Bíblia realmente tem a dizer, sobre essas questões, e qual a aplicação prática das verdades bíblicas às nossas vidas.

Muitos outros filmes, além de Presságio, têm apresentado uma visão do final dos tempos, como, por exemplo, “O Dia depois de Amanhã” (2004), no entanto, esses outros filmes apresentam o fim de forma diferente dos registros da Bíblia (no “Dia depois de Amanhã” – a catástrofe final é um dilúvio e uma nova era glacial). O que chama atenção, em Presságio, é exatamente o paralelismo sobre a forma do fim. No entanto, devemos estar alertas exatamente para a grande diferença e para a ausência de elementos cruciais à representação das Escrituras: não há qualquer menção à segunda vinda de Cristo; consequentemente não há mensagem, palavra ou esperança de salvação. A esperança, no filme, não é expectativa de certeza de livramento, do cristão, mas apenas um tênue e frágil desejo de que tudo termine bem. E, enquanto o filme fala de “eleitos”, o seu numero e representação, no “novo céu e na nova terra”, muito difere do que a Bíblia nos ensina sobre essa questão, em Ap. 7.9: “… vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos”.

Solano Portela
Extraído do blog O Tempora O Mores!
Marley e Eu (Marley and Me) é filme recente lançado simultaneamente em vários países na virada do ano 2008-2009. Deverá estar disponível em DVD em junho de 2009. O filme traz os conhecidos rostos de Owen Wilson e Jennifer Aniston e uma história que prende o interesse do começo ao fim. É baseado em fatos reais, originalmente narrados por John Grogan, personagem no filme e na vida real, em seu primeiro livro (2005) do mesmo nome do filme, que rapidamente virou best-seller nos Estados Unidos. Ele apresenta o relato de dois jornalistas, recém-casados e recém-chegados à Flórida. Eles constroem suas vidas profissionais e como casal, enfrentando positivamente as incertezas e lutas da jornada, com muito amor e fidelidade, enquanto vivenciam o crescimento da família com a chegada dos filhos.

Não é filme evangélico, mas nessa era, em que os valores cristãos são sistematicamente desrespeitados ou apresentados como ultrapassados e anacrônicos, o filme vem como uma lufada de ar fresco em um mundo saturado pelo ar estagnado da morte intelectual e moral. O elo de ligação da história é o cachorro do casal: Marley; no entanto, a narrativa transcende os episódios decididamente engraçados e bem humorados vividos pelo enorme animal. Com sua postura atrapalhada e incorrigível, Marley tanto traz alegria, como muita confusão e problemas ao jovem casal. Os filhos vão chegando e com eles maior complexidade à vida de cada um, mas o desenrolar da história vai se ancorando em princípios que realmente resultam em casamentos estáveis e na felicidade dos cônjuges. Não quero dar os detalhes da história, nem revelar o que acontece, mas destaco os seguintes pontos positivos, que podem tanto servir de exemplo para jovens, como também para reuniões de casais, que fariam bem vendo e discutindo os temas, conforme eles vão transparecendo no filme:

1. Há felicidade real no casamento – Grogan não tem uma vida profissional bem resolvida. Semelhantemente a uma enorme maioria das pessoas, o que realmente ele gosta de fazer, não é o que faz. As oportunidades são paralelas, mas não exatas às projeções feitas por ele mesmo, ou por sua esposa. Ele tem que aprender a viver com os caminhos misteriosos que Deus descortina à nossa vida. No entanto, no casamento os dois se apóiam mutuamente. Discutem as questões, procuram agradar um ao outro. Demonstram amor real. Por vezes sacrificam-se um pelo outro, em um reflexo do verdadeiro amor registrado em 1 Coríntios 13.5: o amor “não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal”. Grogan tem um amigo, desde a universidade, colega de profissão; o Sebastian. Contrastando com a estabilidade matrimonial de Grogan seu amigo é o que se chama comumente de “solteiro inveterado”. Aquela categoria que, aparentemente, goza de liberdade e está sempre pulando de um relacionamento a outro. Se tivermos a percepção aguçada, entretanto, veremos que essa suposta felicidade cobra o pedágio da solidão, da impropriedade e da sonegação de todos os benefícios trazidos com a responsabilidade bíblica do casamento. Basta observar o avançar dos anos e o aprofundamento do relacionamento do casal, contrastando com o insucesso do Sebastian na manutenção de um relacionamento real, intencionado por Deus, quando fez “dois em uma só carne”.

2. O tratamento dos animais é revelador do caráter das pessoas – Provérbios 12.10 diz: “O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel”. O filme apresenta o cuidado e carinho com o Marley, animal de estimação escolhido pelos dois. O cachorro serve como professor involuntário de paciência, determinação, devoção, reconhecimento e abnegação, para o casal e, depois, aos filhos. Ou talvez um animal de estimação desperte essas características das pessoas, formadas à imagem e semelhança de Deus, que se encontram obscurecidas pelo pecado. Mas temos de reconhecer que mesmo os descrentes são possibilitados pela Graça Comum de Deus a terem esses sentimentos e de demonstrarem traços de caráter que emulam os ideais bíblicos comportamentais. Se é assim com os que não temem a Deus, quanto mais nós, cristãos, deveríamos demonstrar esse exemplo de caráter, em nossas vidas, conhecedores que somos “das coisas do Espírito”. Realmente, é inegável que a Palavra indica que o tratamento dos animais revela a índole das pessoas. Jacó, na ocasião de sua morte, ao avaliar os seus filhos (Gn 49.5 e 6), fala contra Simeão e Levi que, em “sua vontade perversa” mutilaram touros com suas espadas. Jacó os caracteriza como violentos e furiosos.

3. A fidelidade é demandada, no casamento – esse é o projeto divino (Mateus 19.3-11). O casal do filme enfrenta fases serenas e fases difíceis. Tempos de bonança e ocasiões de tempestades. No entanto há um vínculo de fidelidade que faz com que o mero pensamento de quebra dos laços matrimoniais seja algo rejeitado de imediato, quando sugerido, pelo amigo “solteirão”. Do lado da esposa, a reflexão séria afasta qualquer intenção de abandono do lar.

4. Os filhos são uma bênção, no lar – Esse é um princípio encontrado em diversos trechos das Escrituras, como no Salmo 127.3: “Herança do Senhor são os filhos”. O casal do filme inicialmente protela ter filhos, mas logo fica evidente que algo está faltando na família. Cada filho chega com suas dificuldades, e dando muito trabalho; mas a bênção de cada um vai ficando evidente no desenrolar da história. Os comentários e conselhos que o casal recebe, revela, também, como os filhos representam, realmente, uma dádiva ao casamento, mesmo por aqueles que menosprezam o valor de sua própria prole.

Não quero dar a impressão que o filme, sobre um animal de estimação, é um manual conjugal. É simplesmente uma ocasião de diversão, com muito humor, muitas risadas, muita alegria; mas igualmente com muita seriedade e sempre sobre um pano de fundo de um casamento estável, valorizado e feliz. Muitos terapeutas têm escrito sobre a validade dos animais de estimação, até porque desviam a atenção das crianças delas próprias e possibilitam que se concentrem também no bem estar de uma criatura que passa a depender delas (e da família) para o seu cuidado e bem estar. O filme mostra esse ponto, também.

A história é contada com muita competência, sem cenas melosas ou piegas demais; com bastante ação e movimentação. O fato do filme estar baseado em uma história real, para mim, despertou maior interesse. Verifiquei, também, como é importante o registro da história da família, como fez Grogan, ainda que motivado por razões profissionais (era jornalista, e crônicas eram a sua função), mas tais registros foram servindo de referenciais à família e, principalmente, aos filhos. Hoje em dia, damos pouca importância aos registros da nossa história, mas esses servem muito ao proveito dos nossos próprios familiares, e isso fica evidente, no filme. Recomendo que o assistam. Não é necessariamente um filme para crianças. Mesmo sem cenas de sexo, há momentos da intimidade do casal que são mais adequados a adolescentes maduros ou para os adultos. Ah, ia esquecendo! Prepare o lenço, pois a dose de emoção, especialmente para quem já teve algum animal de estimação, que pode ter diversas memórias despertadas, é bastante intenso e profundo. Em paralelo às risadas, as lágrimas, com certeza, vão aflorar em diversos momentos. Na realidade, uma espectadora (notem o gênero), uma fila à frente, chegou a soluçar audivelmente, quem sabe, lembrando algum animalzinho de estimação em sua vida!

Extraído do Site O Tempora o Mores!

adni18_white_christmasDentre os muitos filmes existentes, a maioria é sobre o “bom velhinho”, árvores, cultura anglo-saxõnica, doces e presentes, etc. e muito pouco sobre Jesus, a quem muitos dizem estar celebrando o natal. Atentando para isso, é importante que as pessoas tenham em mente que o natal nada mais é do que a celebração do nascimento de Jesus, Nosso Senhor, enviado pelo Pai para morrer por nós na cruz do Calvário, sendo nós pecadores( Jo 3:16).

por isso, bom é que, caso você alugue algum filme propício para essa data, veja o aquele que realmente fala do aniversariante: O Rei dos Reis, do diretor Nicholas Ray, A Paixão de Cristo, filme do ator e diretor Mel Gibson*, Ben-Hur de Wllian Wyler. para a garotada há muitos desejos lindos sobre Jesus, todavia, tenha cuidado com os ditos mangás evangélicos.

Há um filme recente propriamente feito sobre o nascimento de Cristo, chamado Jesus- a História do nascimento, que teve sua premiere exclusiva no Vaticano. Não vi o filme e nem vi algum cristão que tenha feito uma crítica sobre ele, por isso acho melhor não recomendá-lo, apesar deste ter recebido elogiosas críticas.

Que Deus possa abençoar à todos os leitores do blog Baeta, feliz natal e próspero Ano Novo! (1 Jo  4: 14-15)

* Apesar de ter minhas reservas com relação a este filme, é certo que ele é o único que demonstra com total realismo a crucificação de Jesus.


WALL-E (wáli) é o nome do novo filme da PIXAR – aquela empresa que o Steve Jobs comprou e reformulou, enquanto estava de “férias” da Apple, e que lhe gerou mais alguns milhões ao ser absorvida pelos Estúdios Disney (comprada por 10 milhões de dólares, à Lucas Films, foi vendida por 7,4 bilhões, e ele permaneceu como acionista principal!). WALL-E, lançado em 2008, já está fazendo grande sucesso, como fizeram as animações anteriores, que criaram escola, tais como Toy Story (1995, 1999), A Bug’s Life (Vida de Inseto) (1998), Os Incríveis (2004) e várias outras. Andrew Stanton, o diretor-escritor deste filme, declara-se um cristão.

O nome, não somente do filme, mas do ator principal – o robozinho, é na realidade: WALL•E, a sigla para Waste Allocation Load Lifter Earth-Class (que seria traduzível, aproximadamente, para: Organizador e Empilhador de Lixo – Classe Terra). Num futuro remoto, há 900 anos, a terra foi destruída pelo consumismo e lixo produzido pelos humanos. As pessoas navegam, no espaço, em uma gigantesca espaçonave. No planeta ficaram robôs projetados para compactar e empilhar o lixo, mas, aparentemente, eles vão parando até que resta apenas WALL-E, que trabalha ávida e criativamente na tarefa. Sua intensa rotina de trabalho é alegrada por quinquilharias coletadas e levadas para o seu lar – um container de aço, onde uma velha tela aumentada de um I-Pod, toca diariamente trechos do musical “Hello, Dolly!”, um antigo musical de 1969. Sua solidão é quebrada com a chegada, do espaço, de um robô ultra-moderno, EVE (Eva), com uma missão ultra-secreta.

Fora a competência técnica da quase-perfeita animação, WALL-E, aparentemente, seria apenas mais um filme sobre a rebatida questão ecológica, onde os humanos destroem o seu habitat proporcionando uma mensagem politicamente correta para crianças e adultos. E quem poderia ser contra uma mensagem ecológica?

Os cristãos deveriam ser os primeiros a cuidar bem da Terra – afinal temos a convicção do que “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam” (Salmo 24.1). O Universo, e mais especificamente o nosso planeta devem receber nossos cuidados. Deus nos delegou (Gn 1.28) o domínio sobre a criação. Sujeitar e dominar a terra não significa exauri-la ou explorá-la completamente, mas penetrando nas ciências e áreas de conhecimento, utilizar o chão, flora e fauna, com propriedade, para o benefício da raça humana. A Terra é, portanto o lar que Deus nos preparou. Somos mordomos de uma criação harmônica que glorifica a Deus (Sl 19). O Povo de Deus é instruído a cuidar da Terra – pois ela nem é dele nem é autônoma – e os princípios agrônomos de descanso à terra (rotatividade das colheitas) está entrelaçado à Lei Cerimonial e Judicial do antigo Testamento.

Confesso, entretanto, que não tenho muito entusiasmo com discursos ecológicos. Talvez isso ocorra porque a maioria de tais palestras, artigos ou livros procuram pintar, injustamente, os cristãos, e seus valores, como predadores do planeta. Enquanto isso os orientais e sua religiosidade são colocados como modelos de preservação ambiental; os índios são utopicamente retratados como aqueles que vivem em paz com a natureza; e por aí vai. Essas alegações não subsistem o mínimo escrutínio ou verificação “in loco”, como prova a poluição intensa da China. Violência ambiental ocorre por puro desprezo a diretrizes divinas; por profundo egoísmo – condenado na Bíblia; por religiosidade inconseqüente e louca – como a encontrada na Índia, com seu defunto e mal-cheiroso, mas religiosamente sagrado, Rio Ganges.

É possível que minha rejeição tenha sido provocada por over-dose de projetos pedagógicos ambientais; anos ecológicos da UNESCO; pronunciamentos em encontros de professores de Autoridades Ecológicas; e tantas outras atividades educacionais às quais tive de presenciar e comparecer, enquanto estive mais proximamente ligado à área de Educação Básica. Essas questões dominam com tal intensidade o conteúdo das escolas, que as nossas crianças já recebem pré-definida a sua prioridade de vida: salvar o planeta – acima de suas obrigações para com Deus, pais, nação, o próximo e até para consigo mesmas.

Ou talvez a ojeriza provenha de uma recusa de aceitar as pílulas ecológicas prontas a serem deglutidas, preparadas pela mídia e pela agenda do Governo; por ministras mártires, ou por bombásticos sucessores de coletes – que não são salva-vidas. Enfim, perante esses estereótipos, os assuntos debatidos ad-nauseam, e a multidão de eco-chatos, tornei-me um deles, no sentido inverso. Falou de ecologia – já estou vacinado, desconfiado e com um pé atrás – tenho mais a fazer (para a preservação do planeta e das baleias, também) …

Era necessário surgir WALL-E para me motivar a sentar durante duas horas por sua saga ambiental e sair da experiência não somente satisfeito e entretido, com as paradoxais expressões e sentimentos demonstrados pelo maltratado robô, mas ponderando sobre as questões e valores levantados pelo filme. Ele é uma forte crítica social ao estágio de letargia, descaso e hedonismo que caracteriza os humanos, não somente os do filme (que aparecerão mais tarde), mas também os de nossa geração.

A primeira coisa que me chama a atenção é o empenho colocado por WALL-E no trabalho, no desempenho de sua missão. É lógico que foi programado para isso, mas no transcorrer do filme o contraste com a preguiça e descuido das pessoas ficará bem evidente. WALL-E tem foco, tem responsabilidade, desempenha o que lhe foi confiado e, os acontecimentos terminam motivando as pessoas a reexaminarem as suas vidas, posturas e prioridades. Apesar de sua seriedade no trabalho, WALL-E não é só isso – ele procura as coisas bonitas ou que entretêm e consegue ser despertado para o lado artístico, criativo e sentimental, que igualmente foram descartados pela humanidade.

WALL-E não está exatamente solitário na Terra. Uma simpática baratinha (as mulheres acharão que isso é uma contradição de termos…) o acompanha em todos os seus passos (ou, já que esse robô não tem pernas, nas voltas de sua esteira). Nessa Terra pós-catástrofe o filme dá guarida à tese, já bastante repetida, que, no advento de um holocausto global “as baratas herdarão a terra” (aparentemente há um tênue respaldo científico para essa suposta resistência das baratas, existindo registros de que elas sobreviveram o bombardeio atômico de Hiroshima e Nagasaki; testes posteriores revelaram que elas suportam 10 vezes mais radiação do que o ser humano – apesar de continuarem impotentes perante o solado de sapato de minha esposa).

Mas a sua solidão é, realmente, quebrada, quando EVE, uma robô de última geração, coletora de alguma coisa, é deixada na terra. Segue-se uma singela história de aproximação e de amor entre WALL-E e EVE. Sem qualquer palavra ou diálogo durante quase metade do filme, podemos testemunhar não somente a timidez de WALL-E, mas pudor, recato – valores que estão muito ausentes de nossas crianças e de nossas famílias. A estranha história de amor dos dois, muito ensina sobre altruísmo, proteção da amada, compartilhamento de belezas e interesses – todos valores cristãos bem registrados por Paulo em 1 Co 13.

Sem diálogos e apenas com a expressão dos olhares, vamos sendo envolvidos na história do robozinho feioso, que “pega”, após recarregar as baterias, com som harmônico do computador MacIntosh, e da robozinha, com aparência de I-Pod, até o contato cheio de aventuras com a nave de humanos que já órbita a Terra há muitos anos, esperando tempos melhores para retornar ao planeta.

O contato não somente dos robôs, mas do espectador, com os humanos revelará uma humanidade totalmente destruída em seu élan. A crítica social é clara e pertinente: o consumismo não somente dominou a todos, mas uniformizou a humanidade em uma massa amorfa, com todos acima do peso; quase sem movimentação própria; ligados 100% na televisão. Nessa sociedade fechada da “arca”, os humanos são tão introvertidos e preocupados em ser servidos, que o contato social com os semelhantes foi praticamente obliterado. Não falta conforto, mas ao mesmo tempo, a essência do viver bem foi reduzida a quase nada. A perspectiva de uma volta ao planeta, para retrabalhá-lo, recolonizá-lo, se os desafios para chegarem a esse ponto forem vencidos, significará muito trabalho e um novo estilo de vida a ser adotado. Estarão dispostos a isso? Assista ao filme e não se surpreenda se os humanos do filme se pareçam com você, grudado à poltrona do cinema ou de sua casa!

No final, WALL-E deixa um balanço positivo, além da admirável técnica de vanguarda em entreter, mesmo que siga a trilha Holywoodiana de tratar as questões ignorando a existência de Deus. O filme fornece campo para muitas discussões proveitosas (e não apenas na área de ecologia). Valores bíblicos relacionados com a filosofia do trabalho; com o valor da família; com amor e desvelo – estão presentes em várias ocasiões. “Há esperança, no meio do caos,” é a mensagem – e temos oportunidade de mostrar e reafirmar qual é a verdadeira esperança da humanidade e em quem confiam os cristãos. A busca do WALL-E por companhia, pode nos levar a discussão sobre o perigo e a dor da solidão.

WALL-E celebra as virtudes de moderação e auto-controle no mercantilismo exacerbado de nossos dias – demonstrando as conseqüências da ausência de limites e o perigo de sermos consumidos pelo consumo. Preste atenção, igualmente, ao término do filme, na animação que acompanha os “créditos”, onde temos um tributo às artes, ao trabalho e ao cultivo. WALL-E é, portanto, mais do que uma parábola ecológica, é uma crônica de resgate de valores que não podem ser esquecidos por nossa sociedade, sob pena de pagarmos pesados pedágios. É um lembrete sobre os perigos do individualismo e do egoísmo.

Autor: Solano Portela

Fonte: blog O Tempora o Mores!


“‘Quase Deuses‘ conta a história verdadeira e emocionante de dois homens que desafiaram as regras em sua época para iniciar uma revolução médica. Na Baltimore dos anos 40, o Dr. Alfred Blalock (Alan Rickman, de Harry Potter e o Cálice de Fogo) e o técnico de laboratório Vivien Thomas (Mos Def, de Uma Saída de Mestre) realizam cirurgias cardíacas usando uma técnica sem precedentes, atuando como equipe de uma maneira impressionante. Mas ao mesmo tempo em que travam uma corrida contra o tempo para salvarem a vida de um bebê, ambos ocupam diferentes condições sociais na cidade. Blalock é o saudável homem branco que comanda o Departamento Cirúrgico do Hospital Johns Hopkins; Thomas é negro e pobre, um habilidoso carpinteiro. Quando Blalock e Thomas desbravam um novo campo na medicina, salvando milhares de vidas graças ao processo, as pressões sociais ameaçam minar sua parceria e por um fim à amizade que nasceu entre eles.”

Um filme com grandes lições para a nossa vida!

Fonte: Blog do Pastor Altair Germano

Comentário adicional: O filme é realmente brilhante e muito lindo, uma história que mostra os dfíceis caminhos da amizade, mas também a persistência que devemois ter em nossas vocações, independentemente do reconhecimento. Para o cristão, tudo deve ser feito para a Glória de Deus, dando toda a Honra e reconhecimento à Ele. Ele é o nosso prazer e alegria, algo muito além das supostas glórias humanas.

Esse texto fez parte de uma resenha que fiz para matéria documentário em vídeo, do curso de jornalismo da Faculdade de Estudos Avançados do Pará(FEAPA).

O documentário Mensageiras da Luz, Parteiras da Amazônia , escrito e dirigido por Evaldo Mocarzel, é um belíssimo retrato de parteiras da região do Amapá, estado que concentra o maior número de partos normais do país(88%).

Ao contrário de ser um documentário frio ou depreciativo, mostrando a crueza de um parto normal, o filme possui uma rara poesia ao demonstrar o amor, simplicidade e fé das mulheres que são incumbidas de realizar algo tão importante para a vida humana. Com depoimentos e cenas emocionantes, o documentário busca sintetizar o que realmente é um parto normal. Com isso,o filme responde perguntas pertinentes como: ” É viável, nos dias atuais, o Brasil tolerar tais tipos de partos?”, “não são os partos por cesariana mais seguro para a mãe e a criança?” ” Há um cuidado por partes daquelas que realizam os partos para com a gestante e o recém nascido?”, de forma suave e contundente, o filme busca solucionar estas questões.

Não há como não se emocionar com os relatos das parteiras, mesclados com belíssimas paisagens de rios, fazendas e árvores. A figura do céu, juntamente com a luz são importantes como figuras literais quanto tipos do tema do filme.

O filme também busca equilibrar com o relato médico sobre o parto, e contrasta dois partos, um em hospital o outro em uma casa comum no meio do “oceano verde”.

Não há dúvidas que os partos em hospitais não devem ser abandonados, uma vez que dentro de um hospital, os problemas existentes em um parto podem ser melhor administrados por profissionais qualificados, isso de forma alguma “sacraliza” os hospitais e menospreza um parto normal em uma casa(que também é realizado em hospitais). O ideal seria que mais mulheres adotassem o parto normal ao invés do cesariano, todavia, com mulheres cada vez mais querendo menosprezar as dores causadas e hospitais querendo ter seu benefício financeiro, muitos optam pelo parto cesariano, o que não é aconselhável. Um parto cesarianos envolveria gravidez de risco, só assim deveria ser utilizado. Um parto normal pode ter suas dificuldades( a dor que uma mulher sofre com certeza é terrível, sei que nunca experimentarei essas dores, graças à Deus), todavia após a dor vem uma das maiores bençãos que Deus concede as mulheres: o poder de ter um filho, uma herança d’Ele( Sl 127:3-5). Por certo a dor de uma mulher pode não ser algo bom, mas é um retrato vivo da esperança e da Verdade: a tristeza pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã(Sl 30:5).

As Mensageiras da Luz confirmam aquilo que muitas vezes tendemos a ignorar, o dom da vida. Em tempos onde o aborto é quase lei, vale a pena atentarmos para o nascimento de uma criança, sua pureza, e seu valor, que é respeitado muito mais em lugares onde não há computadores, televisões ou um estudo profundo e técnico de uma universidade repleta de intelectuais soberbos.

Não afirmo que o filme seja perfeito, por certo há certos detalhes que não seriam necessários de ser mostrados, ou pelo menos não deveriam ser mostrados da forma como foram. Um exemplo é a cena d o parto realizado em uma casa. Não havia necessidade de ser mostrado um parto de forma tão crua, com exposição dos orgão sexuais da gestante antes mesmo da criança aparecer, algo que soou extremamente grotesco, o que atrapalha a poesia, beleza e reflexão que o momento produz.

Parteiras da Amazônia não são mulheres com certas tarefas ocasionais, são pessoas que observaram sua verdadeira vocação: ser um instrumento à favor da vida.

Há mais de dez anos a editora Detetive Comics(DC) causou grande polêmica com uma certa decisão: matar aquele que é considerado o maior heróis das revistas em quadrinhos: O Super-Homem(também muito conhecido com seu nome em inglês, Supermam). Na época, as revistas do herói estavam em baixa e a editora buscava a todo o custo revitalizar a saga do herói. Com a ousada idéia de uma equipe de roteiristas( e vários colaboradores) como Dan Jurgens e desenhistas como Tom Grummet, houve uma verdadeira comoção entre os fãs de revistas em quadrinhos, originando protestos de pessoas que até mesmo não gostavam do personagem. A mídia Também fez uma extensa cobertura sobre o caso. Resultado: As vendas subiram de forma exorbitante com a saga que mostra a morte do ícone da DC.

Muitos tendem a ver a história como uma simples jogada de marketing da DC, que buscava aumentar seus lucros. Não concordo com tal opinião. Mesmo que tenha sido uma jogada de marketing, com certeza foi uma das mais arriscadas já feitas, sem contar a qualidade épica da saga, onde passa encontramos a morte, o funeral, o “além da morte”(esta contendo uma certa dose de espiritismo, infelizmente) e o retorno épico.

Agora, a DC está investido cada vez mais no cinema, com o DC Universe, que junto com a warner, começaram a produzir adaptações de consagradas histórias em quadrinhos, onde o pioneiro foi Superman Doomsday, um filme baseado nas histórias da morte e do retorno do herói. Mas aí é que está o problema. O filme, como trama de ação do Super-Homem, é espetacular, recheado de boas cenas movimentadas e efeitos especiais muito bons. Porém as mudanças e adaptações realizadas na conversão dos quadrinhos para o vídeo acabaram por causar mudanças mais que significativas.

Primeiramente porque boa parte da ação foi cortada. Enquanto que na história a batalha de Super-Homem e o vilão Apocalypse( a criatura responsável pela morte do herói) começa pela manhã e dura até certa hora da tarde(isso depois do vilão praticamente detonar a Liga da Justiça, que possuía na época uma equipe diferente da formação clássica e conhecida pelo público). Enquanto que no filme,a Liga da Justiça não aparece e a batalha dura por toda a noite. Nos quadrinhos, o herói destrói Apocalypse no “braço”, quebrando os ossos da criatura, já no filme, o Super mata o vilão de uma forma muito interessante, mas sem a tensão da revista.

Boa parte épica da trama e descaracterizada no filme, não há a apoteose do funeral com vários super-heróis em torno do caixão, mas apenas a população de Metrópolis. O mistério dos quatro super-homens não é mostrado no filme, nem a violenta batalha com um super-homem impostor(no caso aqui, o superciborgue).

Há muitos cortes no filme. O vilão na verdade não é Apocalypse, mas Lex Luthor! É de se estranhar que a animação tenha sido sucesso de público e crítica, a despeito de todas as ressalvas existentes. Provavelmente o público que elogiou não é o mesmo que acompanhou aqueles dias de 1993, quando a editora Abril lançou em formato especial a edição da morte do herói e também o seu retorno. No filme, os roteiristas procuraram colocar as tramas da morte e o retorno(muito longas, que totalizando todas as edições brasileiras são mais de 500 páginas) juntas em 70 minutos, ao invés de focalizar somente na morte do herói( quem sabe uma parte dois contendo a trama de O Retorno, seria algo bem interessante). Outra questão que desmerece a trama é o relacionamento precoce do Supermam com Lois Lane,i ncluindo, ao que parece, relações sexuais com ela, sem essa saber que ele também é Clark Kent. Nos quadrinhos, Lois está Noiva de Clark Kent sabendo que ele é o Super-Homem (não há nenhuma evidência de sexualidade ativa entre os dois, e nessa época a Lois Lane não era do estilo de se oferecer para qualquer um que aparecesse como a Érica Durance de Smallville).

Como história de ação do herói, a trama diverte e emociona sem traumas, mas para quem quiser ver, falando de forma quase radical: “Quadrinhos Animados da história”, por certo se achará um tanto quanto decepcionado. Supermam Doomsday tem qualidade e ação, mas como adaptação dos quadrinhos da morte do herói,por certo pode-se presumir que essa história, no filme, está morta.

Depois de certa análise sobre o caso de Heath Ledger, cabe agora fazer uma crítica propiamente dita ao novo filme do Homem-Morcego.

Não há dúvidas: O Cavaleiro das Trevas segue a mesma linha de Begins, só que é ainda melhor(foi filmado em lugares reais, e não em estúdio como no primeiro filme). Enquanto que as versões de Tim Burton e Joel Schumacher se diferenciavam consideravelmente das revistas em quadrinhos,a versão do diretor Christopher Nolan é extremamente fiel, todavia, vai muito além disso.

O mundo de Batman nesta nova aventura é mais real, mais violento e muito mais corrupto. Em uma Gotham City cada vez mais corrupta, surge a figura do policial James Gordon(Gary Oldman), o promotor público Harvey Dent(Aaron Eckhart) e é claro, do mascarado protetor de Gotham(Christian Bale). Um trio que busca a todo custo limpar a corrupção tanto das ruas quanto da polícia. Todavia, os gangsteres e ladrões contarão com um novo e cruel aliado: o sádico Coringa(assombrosamente interpretado por Heath Ledger).

A trama de o Cavaleiro das Trevas é cheia de suspense e uma tensão pouco sentida nos filmes do gênero. Não é um filme que segue a risca o sub-gênero filme de quadrinhos. A trama se assemelha a um filme policial, repleto de intrigas e suspense. Mesmo a longa duração do filme não cansa o expectador, que assiste de forma maquiavélica e brilhante o Coringa passar a perna em Batman e seus aliados. Personagem este que está extremamente próximo do perfil original  em que foi criado. Não há truques, não há excesso de risadas, mas sim extrema crueldade. O propósito do Coringa aqui nada mais é do que provar uma coisa: todo ser humano é corruptível. É esse forte dilema que Batman e cia tão que enfrentar, e isso vai abalar com a vida de todo o trio.

Apesar da história receber o título da famosa obra de Frank Miller, ela se assemelha muito mais com o clássico de Alan Moore, A Piada Mortal. Nessa história, o que o Coringa tenta provar é que todo ser humano, dentro de um círculo de tragédias e crueldade, pode enlouquecer.

Dentro de uma análise teológica, o tema fica  ainda mais interessante. O que o coringa tenta provar é paradoxalmente quase certo e errado. Como diz a Palavra, não nascemos bons, mas pelo contrário, já temos uma natureza corrupta, corrompida pelo pecado, sempre temos a tendência de querer nos afastar de Deus, da ética e do bem. Todavia, isso não significa que perdemos por completo a Imago Dei, a imagem de Deus. Ainda possuímos consciência e também existe a graça comum de Deus, que é o seu cuidado por todos os homens. Sendo que estes, mesmo com uma tendência inata de escolher o mal no coração podem, pela graça comum que opera em seu coração e em sua vida, realizar atos éticos e morais corretos. Uma coisa é ser pecador, outra coisa é perder por completo a consciência moral que Deus nos deu. É isso que o Coringa, uma mente totalmente dominada pelo mal, ou por assim dizer, com a consciência cauterizada, parece esquecer.

Um ponto não tão positivo é a figura do herói em certos momentos da trama. Na cena em que ele interroga o Coringa, talvez falte um pouquinho mais do ar assustador e inteligente do personagem, característico dos gibis. E não somente o apelo a força bruta. Apesar do herói também usar isso nos quadrinhos.

Filme interessantissímo, e a meu ver uma das melhores adaptações feitas para os quadrinhos, senão a melhor. Vale a pena conferir e absorver a mensagem: Em um mundo corrompido, é necessário a mudança, mudança por parte de pessoas compromissadas com o bem e dispostas a pagar o preço, numa luta constante para também não caírem no mesmo buraco. Confira!

Batman

A continuação do filme Batman Begins já era muito esperada, e não era para menos, apesar do sucesso das versões anteriores(Batman, Batman – O Retorno e Batman Eternamente. Tendo com exceção apenas da quarta aventura Batman e Robin) não havia tido uma adaptação mais fiel aos quadrinhos(isso eu reparei quando comecei e ler melhor os quadrinhos do Homem-Morcego). Com Batman Begins, que começa contando a origem do herói, vemos o mesmo tipo de personagem dos quadrinhos.

Porém essa atmosfera ainda e maior explorada em Batman – O Cavaleiro das Trevas(título inspirado em uma das mais polêmicas e celebradas histórias do herói, escrita por Frank Miller). Dessa vez Batman enfrenta seu pior inimigo: o anárquico, cruel e psicótico Coringa(interpretado com um vigor perturbador por Heath Ledger). Em uma trama de mais de duas horas de duração e um elenco recheado de bons atores(Michael Cane, Morgan Freeman e Gary Oldman por exemplo), é inegável a mensagem do diretor Christopher Nolan: Como permanecer ético em meio à violência e ao caos perturbador gerado pela maldade no coração humano? O foco aqui, incrivelmente não é Batman, mas sim Coringa. É ele quem é praticamente o personagem que mais chama a atenção no filme, que difere muito do palhaço debochado interpretado por Jack Nicholson em Batman(1989) e até mesmo do vilão dos quadrinhos. O Coringa de Nolan é um criminoso inteligenciadíssimo e ao mesmo tempo insano, um vilão perturbador até mesmo para Batman, que parece ter perdido um pouco de seu tom psicológico nesse filme. Não há, de forma honesta, como não associar, ainda que vagamente, o papel interpretado por Heath Ledger e sua morte prematura, ocorrida como ingestão involuntária de medicamentos para dormir.

Nos últimos meses de sua vida, Ledger estava com uma profunda depressão causada pela separação de sua esposa e afastamento de sua filha pequena. Juntamente com isso, o ator declarou que estava com uma insônia aguda desde que começara a trabalhar no filme. Seu corpo queria descansar, mas sua mente continuava trabalhando. Como Coringa Ledger se entregou ao papel violentamente, criando inclusive um diário como anotações de pensamentos do Coringa. Ledger mergulhou fundo na mente do personagem. Um mergulho profundo demais. Muitas dúvidas têm se levantado a dúvida se esse filme não teria afetado o psicológico do ator, mas a grande imprensa em sua maioria taxou tal opinião como simples boato popular. Meu amigo Carlos Eduardo foi o primeiro de quem escutei esse comentário, feito um dia depois da notícia da morte do ator. para ele, um papel insano como esse, aliado a uma profunda depressão que provavelmente o ator vinha passando por certo afetou não somente sua via social e psicológica, mas também espiritual. Como cristão, sei que existem certas coisas que vão além da explicação comum. Alguém que abre sua mente para algo desse tipo pode estar em risco de ser influenciado diabolicamente. O fator espiritual, ignorado pela grande mídia, por certo não deve ser menosprezado.

Fica a questão: É realmente necessário que atores, para que interpretem corretamente. devem mergulhar em seus personagens de forma tão profunda a ponto de perderem sua própria identidade? A máscara é apenas uma representação, nada mais nada menos. Bom certamente é o exemplo do ator Cristão Denzel Whashington: Após terminar um papel, o certo é trocar de roupa e ir para casa ver a família, o personagem termina juntamente com o famoso e clássico:”corta”.

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