O filme Desafiando gigantes fez um sucesso extraordinário no meio evangélico e recentemente até no meio secular, onde o atacante do fluminense, Whashington, exibiu o filme para os colegas de equipe. Segundo ele, o filme trouxe uma motivação incrível e força para que ele e o time conseguissem enfrentar o São Paulo na Libertadores.

Desafiando Gigantes é um filme simples, sem muitos recursos e produzido por uma igreja nos Estados Unidos. Na história, um técnico de futebol de uma escola que está beira de ser demitido e enfrentando crises pessoais, vê sua vida mudar quando ele e seu time buscam tudo fazer para a Glória de Deus.

Não há dúvidas que o filme fez muito para transmitir o Evangelho(algo muito raro nos filmes de hoje, na verdade, raríssimo). Talvez o grande problema do filme se resume em uma palavra: triunfalismo.

É impressionante o que acontece com a vida do técnico depois de confiar em Cristo como Senhor e Salvador: ganha um carro novo, seu time vence o campeonato por duas vezes seguidas e sua mulher, que era estéril, dá a luz a dois filhos! Não estou dizendo que Deus não pode abençoar seus filhos nem fazer a estéril dar à luz, o problema do filme não é esse, mas sim  negligenciar outros pontos da vida cristã como o sofrimento e até mesmo até derrotas que um crente pode ter em sua vida. Isso é completamente negligenciado no filme. A impressão que existe é que não há mais nenhum tipo de derrota ou aparente derrota na vida do crente, onde Deus faz cumprir a sua vontade e propósito(que muitas vezes não entendemos de início e muitas vezes só entenderemos no céu). Isso não significa que Desafiando Gigantes não tenha méritos(o foco do time e do técnico não é o sucesso pessoal, mas buscar a Glória de Deus em todas as áreas da vida), mas sim que poderia ter sido bem melhor se não negligenciasse a perseverança, fé e até mesmo o sofrimento no qual Deus permite que nós passemos devido Ele ter um bom propósito para nós.