Superman Doomsday: A Morte de uma História

Há mais de dez anos a editora Detetive Comics(DC) causou grande polêmica com uma certa decisão: matar aquele que é considerado o maior heróis das revistas em quadrinhos: O Super-Homem(também muito conhecido com seu nome em inglês, Supermam). Na época, as revistas do herói estavam em baixa e a editora buscava a todo o custo revitalizar a saga do herói. Com a ousada idéia de uma equipe de roteiristas( e vários colaboradores) como Dan Jurgens e desenhistas como Tom Grummet, houve uma verdadeira comoção entre os fãs de revistas em quadrinhos, originando protestos de pessoas que até mesmo não gostavam do personagem. A mídia Também fez uma extensa cobertura sobre o caso. Resultado: As vendas subiram de forma exorbitante com a saga que mostra a morte do ícone da DC.

Muitos tendem a ver a história como uma simples jogada de marketing da DC, que buscava aumentar seus lucros. Não concordo com tal opinião. Mesmo que tenha sido uma jogada de marketing, com certeza foi uma das mais arriscadas já feitas, sem contar a qualidade épica da saga, onde passa encontramos a morte, o funeral, o “além da morte”(esta contendo uma certa dose de espiritismo, infelizmente) e o retorno épico.

Agora, a DC está investido cada vez mais no cinema, com o DC Universe, que junto com a warner, começaram a produzir adaptações de consagradas histórias em quadrinhos, onde o pioneiro foi Superman Doomsday, um filme baseado nas histórias da morte e do retorno do herói. Mas aí é que está o problema. O filme, como trama de ação do Super-Homem, é espetacular, recheado de boas cenas movimentadas e efeitos especiais muito bons. Porém as mudanças e adaptações realizadas na conversão dos quadrinhos para o vídeo acabaram por causar mudanças mais que significativas.

Primeiramente porque boa parte da ação foi cortada. Enquanto que na história a batalha de Super-Homem e o vilão Apocalypse( a criatura responsável pela morte do herói) começa pela manhã e dura até certa hora da tarde(isso depois do vilão praticamente detonar a Liga da Justiça, que possuía na época uma equipe diferente da formação clássica e conhecida pelo público). Enquanto que no filme,a Liga da Justiça não aparece e a batalha dura por toda a noite. Nos quadrinhos, o herói destrói Apocalypse no “braço”, quebrando os ossos da criatura, já no filme, o Super mata o vilão de uma forma muito interessante, mas sem a tensão da revista.

Boa parte épica da trama e descaracterizada no filme, não há a apoteose do funeral com vários super-heróis em torno do caixão, mas apenas a população de Metrópolis. O mistério dos quatro super-homens não é mostrado no filme, nem a violenta batalha com um super-homem impostor(no caso aqui, o superciborgue).

Há muitos cortes no filme. O vilão na verdade não é Apocalypse, mas Lex Luthor! É de se estranhar que a animação tenha sido sucesso de público e crítica, a despeito de todas as ressalvas existentes. Provavelmente o público que elogiou não é o mesmo que acompanhou aqueles dias de 1993, quando a editora Abril lançou em formato especial a edição da morte do herói e também o seu retorno. No filme, os roteiristas procuraram colocar as tramas da morte e o retorno(muito longas, que totalizando todas as edições brasileiras são mais de 500 páginas) juntas em 70 minutos, ao invés de focalizar somente na morte do herói( quem sabe uma parte dois contendo a trama de O Retorno, seria algo bem interessante). Outra questão que desmerece a trama é o relacionamento precoce do Supermam com Lois Lane,i ncluindo, ao que parece, relações sexuais com ela, sem essa saber que ele também é Clark Kent. Nos quadrinhos, Lois está Noiva de Clark Kent sabendo que ele é o Super-Homem (não há nenhuma evidência de sexualidade ativa entre os dois, e nessa época a Lois Lane não era do estilo de se oferecer para qualquer um que aparecesse como a Érica Durance de Smallville).

Como história de ação do herói, a trama diverte e emociona sem traumas, mas para quem quiser ver, falando de forma quase radical: “Quadrinhos Animados da história”, por certo se achará um tanto quanto decepcionado. Supermam Doomsday tem qualidade e ação, mas como adaptação dos quadrinhos da morte do herói,por certo pode-se presumir que essa história, no filme, está morta.

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2 respostas para Superman Doomsday: A Morte de uma História

  1. jean castro disse:

    a editora que fez a edicao da morte do supermam deveria relancar para colecionadores a edicao .

  2. baeta disse:

    Olá Jean!

    na verdade, a editora Abril lançou muito tempo depois essa mesma história dividida em 4 partes e em formato americano.

    Hoje, quem publica a revista do super-homem(hoje superman) não é mais a editora Abrail, mas a Panini comics.

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