Mensageiras da Luz : Parteiras da Amazônia – crítica

Esse texto fez parte de uma resenha que fiz para matéria documentário em vídeo, do curso de jornalismo da Faculdade de Estudos Avançados do Pará(FEAPA).

O documentário Mensageiras da Luz, Parteiras da Amazônia , escrito e dirigido por Evaldo Mocarzel, é um belíssimo retrato de parteiras da região do Amapá, estado que concentra o maior número de partos normais do país(88%).

Ao contrário de ser um documentário frio ou depreciativo, mostrando a crueza de um parto normal, o filme possui uma rara poesia ao demonstrar o amor, simplicidade e fé das mulheres que são incumbidas de realizar algo tão importante para a vida humana. Com depoimentos e cenas emocionantes, o documentário busca sintetizar o que realmente é um parto normal. Com isso,o filme responde perguntas pertinentes como: ” É viável, nos dias atuais, o Brasil tolerar tais tipos de partos?”, “não são os partos por cesariana mais seguro para a mãe e a criança?” ” Há um cuidado por partes daquelas que realizam os partos para com a gestante e o recém nascido?”, de forma suave e contundente, o filme busca solucionar estas questões.

Não há como não se emocionar com os relatos das parteiras, mesclados com belíssimas paisagens de rios, fazendas e árvores. A figura do céu, juntamente com a luz são importantes como figuras literais quanto tipos do tema do filme.

O filme também busca equilibrar com o relato médico sobre o parto, e contrasta dois partos, um em hospital o outro em uma casa comum no meio do “oceano verde”.

Não há dúvidas que os partos em hospitais não devem ser abandonados, uma vez que dentro de um hospital, os problemas existentes em um parto podem ser melhor administrados por profissionais qualificados, isso de forma alguma “sacraliza” os hospitais e menospreza um parto normal em uma casa(que também é realizado em hospitais). O ideal seria que mais mulheres adotassem o parto normal ao invés do cesariano, todavia, com mulheres cada vez mais querendo menosprezar as dores causadas e hospitais querendo ter seu benefício financeiro, muitos optam pelo parto cesariano, o que não é aconselhável. Um parto cesarianos envolveria gravidez de risco, só assim deveria ser utilizado. Um parto normal pode ter suas dificuldades( a dor que uma mulher sofre com certeza é terrível, sei que nunca experimentarei essas dores, graças à Deus), todavia após a dor vem uma das maiores bençãos que Deus concede as mulheres: o poder de ter um filho, uma herança d’Ele( Sl 127:3-5). Por certo a dor de uma mulher pode não ser algo bom, mas é um retrato vivo da esperança e da Verdade: a tristeza pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã(Sl 30:5).

As Mensageiras da Luz confirmam aquilo que muitas vezes tendemos a ignorar, o dom da vida. Em tempos onde o aborto é quase lei, vale a pena atentarmos para o nascimento de uma criança, sua pureza, e seu valor, que é respeitado muito mais em lugares onde não há computadores, televisões ou um estudo profundo e técnico de uma universidade repleta de intelectuais soberbos.

Não afirmo que o filme seja perfeito, por certo há certos detalhes que não seriam necessários de ser mostrados, ou pelo menos não deveriam ser mostrados da forma como foram. Um exemplo é a cena d o parto realizado em uma casa. Não havia necessidade de ser mostrado um parto de forma tão crua, com exposição dos orgão sexuais da gestante antes mesmo da criança aparecer, algo que soou extremamente grotesco, o que atrapalha a poesia, beleza e reflexão que o momento produz.

Parteiras da Amazônia não são mulheres com certas tarefas ocasionais, são pessoas que observaram sua verdadeira vocação: ser um instrumento à favor da vida.

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Superman Doomsday: A Morte de uma História

Há mais de dez anos a editora Detetive Comics(DC) causou grande polêmica com uma certa decisão: matar aquele que é considerado o maior heróis das revistas em quadrinhos: O Super-Homem(também muito conhecido com seu nome em inglês, Supermam). Na época, as revistas do herói estavam em baixa e a editora buscava a todo o custo revitalizar a saga do herói. Com a ousada idéia de uma equipe de roteiristas( e vários colaboradores) como Dan Jurgens e desenhistas como Tom Grummet, houve uma verdadeira comoção entre os fãs de revistas em quadrinhos, originando protestos de pessoas que até mesmo não gostavam do personagem. A mídia Também fez uma extensa cobertura sobre o caso. Resultado: As vendas subiram de forma exorbitante com a saga que mostra a morte do ícone da DC.

Muitos tendem a ver a história como uma simples jogada de marketing da DC, que buscava aumentar seus lucros. Não concordo com tal opinião. Mesmo que tenha sido uma jogada de marketing, com certeza foi uma das mais arriscadas já feitas, sem contar a qualidade épica da saga, onde passa encontramos a morte, o funeral, o “além da morte”(esta contendo uma certa dose de espiritismo, infelizmente) e o retorno épico.

Agora, a DC está investido cada vez mais no cinema, com o DC Universe, que junto com a warner, começaram a produzir adaptações de consagradas histórias em quadrinhos, onde o pioneiro foi Superman Doomsday, um filme baseado nas histórias da morte e do retorno do herói. Mas aí é que está o problema. O filme, como trama de ação do Super-Homem, é espetacular, recheado de boas cenas movimentadas e efeitos especiais muito bons. Porém as mudanças e adaptações realizadas na conversão dos quadrinhos para o vídeo acabaram por causar mudanças mais que significativas.

Primeiramente porque boa parte da ação foi cortada. Enquanto que na história a batalha de Super-Homem e o vilão Apocalypse( a criatura responsável pela morte do herói) começa pela manhã e dura até certa hora da tarde(isso depois do vilão praticamente detonar a Liga da Justiça, que possuía na época uma equipe diferente da formação clássica e conhecida pelo público). Enquanto que no filme,a Liga da Justiça não aparece e a batalha dura por toda a noite. Nos quadrinhos, o herói destrói Apocalypse no “braço”, quebrando os ossos da criatura, já no filme, o Super mata o vilão de uma forma muito interessante, mas sem a tensão da revista.

Boa parte épica da trama e descaracterizada no filme, não há a apoteose do funeral com vários super-heróis em torno do caixão, mas apenas a população de Metrópolis. O mistério dos quatro super-homens não é mostrado no filme, nem a violenta batalha com um super-homem impostor(no caso aqui, o superciborgue).

Há muitos cortes no filme. O vilão na verdade não é Apocalypse, mas Lex Luthor! É de se estranhar que a animação tenha sido sucesso de público e crítica, a despeito de todas as ressalvas existentes. Provavelmente o público que elogiou não é o mesmo que acompanhou aqueles dias de 1993, quando a editora Abril lançou em formato especial a edição da morte do herói e também o seu retorno. No filme, os roteiristas procuraram colocar as tramas da morte e o retorno(muito longas, que totalizando todas as edições brasileiras são mais de 500 páginas) juntas em 70 minutos, ao invés de focalizar somente na morte do herói( quem sabe uma parte dois contendo a trama de O Retorno, seria algo bem interessante). Outra questão que desmerece a trama é o relacionamento precoce do Supermam com Lois Lane, incluindo, ao que parece, relações sexuais com ela, sem essa saber que ele também é Clark Kent. Nos quadrinhos, Lois está Noiva de Clark Kent sabendo que ele é o Super-Homem (não há nenhuma evidência de sexualidade ativa entre os dois, e nessa época a Lois Lane não era do estilo de se oferecer para qualquer um que aparecesse como a Érica Durance de Smallville).

Como história de ação do herói, a trama diverte e emociona sem traumas, mas para quem quiser ver, falando de forma quase radical: “Quadrinhos Animados da história”, por certo se achará um tanto quanto decepcionado. Supermam Doomsday tem qualidade e ação, mas como adaptação dos quadrinhos da morte do herói,por certo pode-se presumir que essa história, no filme, está morta.

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Batman – O Cavaleiro das Trevas(Crítica)

Depois de certa análise sobre o caso de Heath Ledger, cabe agora fazer uma crítica propiamente dita ao novo filme do Homem-Morcego.

Não há dúvidas: O Cavaleiro das Trevas segue a mesma linha de Begins, só que é ainda melhor(foi filmado em lugares reais, e não em estúdio como no primeiro filme). Enquanto que as versões de Tim Burton e Joel Schumacher se diferenciavam consideravelmente das revistas em quadrinhos,a versão do diretor Christopher Nolan é extremamente fiel, todavia, vai muito além disso.

O mundo de Batman nesta nova aventura é mais real, mais violento e muito mais corrupto. Em uma Gotham City cada vez mais corrupta, surge a figura do policial James Gordon(Gary Oldman), o promotor público Harvey Dent(Aaron Eckhart) e é claro, do mascarado protetor de Gotham(Christian Bale). Um trio que busca a todo custo limpar a corrupção tanto das ruas quanto da polícia. Todavia, os gangsteres e ladrões contarão com um novo e cruel aliado: o sádico Coringa(assombrosamente interpretado por Heath Ledger).

A trama de o Cavaleiro das Trevas é cheia de suspense e uma tensão pouco sentida nos filmes do gênero. Não é um filme que segue a risca o sub-gênero filme de quadrinhos. A trama se assemelha a um filme policial, repleto de intrigas e suspense. Mesmo a longa duração do filme não cansa o expectador, que assiste de forma maquiavélica e brilhante o Coringa passar a perna em Batman e seus aliados. Personagem este que está extremamente próximo do perfil original  em que foi criado. Não há truques, não há excesso de risadas, mas sim extrema crueldade. O propósito do Coringa aqui nada mais é do que provar uma coisa: todo ser humano é corruptível. É esse forte dilema que Batman e cia tão que enfrentar, e isso vai abalar com a vida de todo o trio.

Apesar da história receber o título da famosa obra de Frank Miller, ela se assemelha muito mais com o clássico de Alan Moore, A Piada Mortal. Nessa história, o que o Coringa tenta provar é que todo ser humano, dentro de um círculo de tragédias e crueldade, pode enlouquecer.

Dentro de uma análise teológica, o tema fica  ainda mais interessante. O que o coringa tenta provar é paradoxalmente quase certo e errado. Como diz a Palavra, não nascemos bons, mas pelo contrário, já temos uma natureza corrupta, corrompida pelo pecado, sempre temos a tendência de querer nos afastar de Deus, da ética e do bem. Todavia, isso não significa que perdemos por completo a Imago Dei, a imagem de Deus. Ainda possuímos consciência e também existe a graça comum de Deus, que é o seu cuidado por todos os homens. Sendo que estes, mesmo com uma tendência inata de escolher o mal no coração podem, pela graça comum que opera em seu coração e em sua vida, realizar atos éticos e morais corretos. Uma coisa é ser pecador, outra coisa é perder por completo a consciência moral que Deus nos deu. É isso que o Coringa, uma mente totalmente dominada pelo mal, ou por assim dizer, com a consciência cauterizada, parece esquecer.

Um ponto não tão positivo é a figura do herói em certos momentos da trama. Na cena em que ele interroga o Coringa, talvez falte um pouquinho mais do ar assustador e inteligente do personagem, característico dos gibis. E não somente o apelo a força bruta. Apesar do herói também usar isso nos quadrinhos.

Filme interessantissímo, e a meu ver uma das melhores adaptações feitas para os quadrinhos, senão a melhor. Vale a pena conferir e absorver a mensagem: Em um mundo corrompido, é necessário a mudança, mudança por parte de pessoas compromissadas com o bem e dispostas a pagar o preço, numa luta constante para também não caírem no mesmo buraco. Confira!

Batman
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Batman: O Cavaleiro das Trevas – A Dúvida Sobre Ledger

A continuação do filme Batman Begins já era muito esperada, e não era para menos, apesar do sucesso das versões anteriores(Batman, Batman – O Retorno e Batman Eternamente. Tendo com exceção apenas da quarta aventura Batman e Robin) não havia tido uma adaptação mais fiel aos quadrinhos(isso eu reparei quando comecei e ler melhor os quadrinhos do Homem-Morcego). Com Batman Begins, que começa contando a origem do herói, vemos o mesmo tipo de personagem dos quadrinhos.

Porém essa atmosfera ainda e maior explorada em Batman – O Cavaleiro das Trevas(título inspirado em uma das mais polêmicas e celebradas histórias do herói, escrita por Frank Miller). Dessa vez Batman enfrenta seu pior inimigo: o anárquico, cruel e psicótico Coringa(interpretado com um vigor perturbador por Heath Ledger). Em uma trama de mais de duas horas de duração e um elenco recheado de bons atores(Michael Cane, Morgan Freeman e Gary Oldman por exemplo), é inegável a mensagem do diretor Christopher Nolan: Como permanecer ético em meio à violência e ao caos perturbador gerado pela maldade no coração humano? O foco aqui, incrivelmente não é Batman, mas sim Coringa. É ele quem é praticamente o personagem que mais chama a atenção no filme, que difere muito do palhaço debochado interpretado por Jack Nicholson em Batman(1989) e até mesmo do vilão dos quadrinhos. O Coringa de Nolan é um criminoso inteligenciadíssimo e ao mesmo tempo insano, um vilão perturbador até mesmo para Batman, que parece ter perdido um pouco de seu tom psicológico nesse filme. Não há, de forma honesta, como não associar, ainda que vagamente, o papel interpretado por Heath Ledger e sua morte prematura, ocorrida como ingestão involuntária de medicamentos para dormir.

Nos últimos meses de sua vida, Ledger estava com uma profunda depressão causada pela separação de sua esposa e afastamento de sua filha pequena. Juntamente com isso, o ator declarou que estava com uma insônia aguda desde que começara a trabalhar no filme. Seu corpo queria descansar, mas sua mente continuava trabalhando. Como Coringa Ledger se entregou ao papel violentamente, criando inclusive um diário como anotações de pensamentos do Coringa. Ledger mergulhou fundo na mente do personagem. Um mergulho profundo demais. Muitas dúvidas têm se levantado a dúvida se esse filme não teria afetado o psicológico do ator, mas a grande imprensa em sua maioria taxou tal opinião como simples boato popular. Meu amigo Carlos Eduardo foi o primeiro de quem escutei esse comentário, feito um dia depois da notícia da morte do ator. para ele, um papel insano como esse, aliado a uma profunda depressão que provavelmente o ator vinha passando por certo afetou não somente sua via social e psicológica, mas também espiritual. Como cristão, sei que existem certas coisas que vão além da explicação comum. Alguém que abre sua mente para algo desse tipo pode estar em risco de ser influenciado diabolicamente. O fator espiritual, ignorado pela grande mídia, por certo não deve ser menosprezado.

Fica a questão: É realmente necessário que atores, para que interpretem corretamente. devem mergulhar em seus personagens de forma tão profunda a ponto de perderem sua própria identidade? A máscara é apenas uma representação, nada mais nada menos. Bom certamente é o exemplo do ator Cristão Denzel Whashington: Após terminar um papel, o certo é trocar de roupa e ir para casa ver a família, o personagem termina juntamente com o famoso e clássico:”corta”.

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O Gangster – Um retrato da Corrupção.

Não há como deixar de ver esse filme muito interessante de Ridley Scott. Uma boa direção, excelente interpretação de Denzel Whashington e Russel Crowe, além de uma história policial muito interessante.

O Filme conta a história de Frank Lucas, o primeiro gangster negro, que reinou no tráfico de drogas na corrompida cidade de Nova York na época da guerra do Vietnã. Discreto, inteligente e articulado, Lucas consegue criar um verdadeiro império, onde seu negócio é vender cocaína cem por cento pura(algo inédito até então). Mas em seu encalço está o honesto e mulherengo policial Richie Roberts(Crowe), que fará de tudo para acabar com a corrupção nas ruas e na própria polícia.

Apesar das qualidades, o filme possui cenas de nudez e sexo como sempre desnecessárias, assim como o uso de palavrões.

Porém vale a pena conferir esse interessante fillme, que fala sobre honestidade, ética e a conseqüência de uma vida corrupta, ainda que aparentemente honesta. Destaque: os momentos finais acompanhados da música Amazing Grace.

Como o próprio Denzel escreveu no roteiro do filme o verso do livro do profeta isaías:”Os impíos não têm paz”

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O Último Rei da Escócia: Consequências de um Pecado

Há filmes que se consagram pelo final. Talvez esse seja o maior mérito de O Último Rei da Escócia, interpretado magistralmente por Forrest Whitaker. Nele, um jovem médico escocês(James McAvoy), achando sua vida por demais tediosa, embarca em uma viagem à Uganda da década de 70, justamente no período de ascensão do presidente Idi Amin(Whitaker). O presidente acaba se afeiçoando ao médico, tornando-o não somente médico particular, mas seu assessor oficial. Embebecido pelo poder, fama e mulheres, o médico acaba por se aliar ao presidente, mas aos poucos, percebe que debaixo dessa figura aparentemente doce e humilde, se esconde uma faceta cruel e assassina.

Até a parte final, pensei que o filme não teria um resultado muito positivo. Explico: Dese o início, nos deparamos com o personagem do médico(chamado na trama de Garrigan), que é cínico, egocêntrico e está em busca das mais diversas “aventuras”(na maioria sexuais). Inconseqüente, deixa seu pai e mãe por achar a vida em família muito tediosa, revelando um caráter nada heróico ou ético. Ou seja, ele nada tem a nos passar. Envolve-se com uma das mulheres de Amim, esta por sua vez acaba descobrindo-se grávida e quer que Garrigan produza um aborto. Porém, ela perde a confiança na “salvação” de Garrigan e tenta um aborto no hospital oficial da cidade: resultado, é desmembrada pelos capangas de Amim. Aí então é aos poucos que vemos a mudança e arrependimento no caráter de Garrigan, que mesmo lentamente, começa a ver as duras consequências de seus atos.

Um dos maiores problemas do filme é querer passar uma mensagem essencialmente humanística. o personagem de Whitaker de início(na verdade, na grande parte do filme) não é visto como alguém cruel, mas somente alguém que achava estar buscando o certo para seu país (o que não justifica a morte de cerca de 300.000 Ulgandenses). Outro problema são as cenas de sexo, totalmente desnecessárias no filme(na verdade, quem já viu alguma cena de sexo ser importante ou contribua para algo em algum filme?). Porém, no final, há uma surpresa: o personagem de Garrigam recebe uma lição de um importante médico Ulgandense: ele merece morrer pela vida que levou, todavia viverá para revelar ao mundo quem realmente é Amim(infelizmente há o termo “redimir-se” nos diálogos, algo, que tomando o ponto de vista cristão, é algo absurdo), por isso ele viverá, ainda que seu ajudador morra para salvá-lo.

No final, vemos um Garrigan triste e abatido, porém arrependido e muito mais maduro sobre a vida e sobre sua responsabilidade como pessoa.

Apesar das ressalvas, vale a pena dar uma conferida. E é bom ficar segurando o controle para passar as cenas desnecessárias.

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Onde os Fracos Não tem Vez – Nem mesmo a Esperança

Não há dúvidas que o Filme dos irmãos Coen é um dos melhores do ano, boa direção, boas interpretações(um Tommy Lee-jones afiado, acompanhado dos excelentes Javier Bardem e Josh Brolin) e um clima se suspense total, que prende do início ao fim da trama garantem a qualidade da trama. Na história, um xerife(Lee-Jones) corre desesperadamente atrás de Llewelyn Moss(Brolin), um vaqueiro que decobre uma maleta cheia de dinheiro no deserto do texas, onde houve uma dura matança. Atrás do dinheiro está o frio assassino Anton Chigurh(Bardem), que ao descobrir que Llewelyn está com o dinheiro, fazerá de tudo para matá-lo. Nessa perseguição desenfreada, o Xerife Ed Tom Bell fazerá de tudo para guardar Moss com vida, isso se ele conseguir encontrar Llewelyn antes do assassino.

Onde os Fracos Não têm Vez (no título original No Country For Old Men -Sem Pátria para Homens Velhos, em português) mostra um Estados Unidos desolado pelo tráfico de drogas e maldades sem medida, onde antigos caubóis como Lee-Jones, éticos e íntegros não possuem mais forças para lutar, estão velhos demais para enfrentar este novo mundo, cruel e violento. O filme é um convite à reflexão sobre a nossa dura realidade, num mundo dominado pelo pecado. Mas é aí que possui a maior falha do filme: a mensagem do filme busca mostrar a realidade, porém não há lugar para a esperança. Claro que o mundo está conturbado(uma vez que está morto em delitos e pecado e nossa sociedade cada vez mais não atenta para a salvação em Cristo Jesus), mas há uma esperança(O próprio Cristo).

O filme termina com um xerife cabisbaixo, triste, que atenta para o fato de Deus nunca ter entrado em sua vida e tem um lindo sonho com o seu pai, outro xerife ético, porém depois acorda para a realidade. O certo não seria que Tommy Lee-Jones abaixasse a cabeça e deixasse as coisas como estão, mas se levantasse de sua cadeira e perseverasse como homem da lei em um país hipócrita.

Porém, volto mais uma vez para o convite que o filme faz á reflexão. onde vemos qual é o nosso papel dentro de isso tudo, que medidas devemos ter, na verdade, que medida estamos tendo ou não, para mudar esse quadro.

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